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Pantanal Sul

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul. A região é uma planície aluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica. Pelas suas características e importância esta área foi reconhecida pela UNESCO, no ano 2000, como Reserva da Biosfera, por ser uma das mais exuberantes e diversificadas reservas naturais da Terra.A palavra pântano significa “terra encharcada,muito úmida”. Os ecossistemas são caracterizados por cerrados e cerradões sem alagamento periódico, campos inundáveis e ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra, rios, vazantes e corixos. O clima é quente e úmido, no verão, e frio e seco, no inverno. A maior parte dos solos do Pantanal são arenosos e suportam pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região. O Pantanal é uma planície de aproximadamente 230 mil km², medida estimada pelos estudiosos que explicam que dificilmente pode ser estabelecido um cálculo exato de suas dimensões, por em vários pontos ser muito difícil estabelecer onde começa e onde termina o Pantanal e as regiões que o circundam, além de a cada fechamento de ciclo de estações de seca e de águas o Pantanal se modifica. Sua constituição, única no planeta, é resultado da separação do oceano há milhões de anos, formando o que se pode chamar de mar interior

O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos). As primeiras chuvas da estação caem sobre um solo seco e poroso e são facilmente absorvidas. De novembro a abril as chuvas caem torrenciais nas cabeceiras dos rios da Bacia do Paraguai, ao norte. Com o constante umedecimento da terra, a planície rapidamente se torna verde devido à rebrotação de inúmeras espécies resistentes à falta d’água dos meses precedentes.


FOTOGRAFIA NO PANTANAL

Voltar ao Pantanal é sempre estar em contato com a natureza selvagem, e isso me faz um bem sem igual. Não tem como pensar em Pantanal, sem pensar na Fazenda 23 de Março. São 5 viagens no período de 2 anos. Receptividade carinhosa e confortável, não se pode deixar de falar na gastronomia, que é de dar água na boca. A preservação e diversidade da Fauna e Flora na Fazenda é muito atraente.
Fotógrafa de São Paulo, venho me dedicando a imagens de Conteúdo Editorial e Trabalho Autoral desde 2004 com a etnia Kuikuro do Alto Xingu no Mato Grosso. Trabalho com Imagens de temas variados e específicos para Livros Didáticos. Levo grupos pequenos para safáris fotográficos no Pantanal Sul.
A arte é a contemplação, fotografo estes momentos mágicos.

Texto: Rita Barreto


TRADIÇÃO PANTANEIRA

A região denominada Pantanal abrange grande extensão do estado de Mato Grosso do Sul e se estende por enorme área que extrapola as fronteiras com a República do Paraguai e a Bolívia, dois países latinos com os quais convivemos em condições de solidariedade. Ao longo do seu percurso histórico, foi percorrida por aventureiros, pelos conquistadores espanhóis e, ainda, por portugueses, bandeirantes, jesuítas. Entretanto, somente depois da Guerra do Paraguai foi realmente ocupada por migrantes de várias regiões do país, que trouxeram, nas suas bagagens, não só uma imensa riqueza de sotaques, de gestos, de formas de olhar a imensa planície que, em alguns lugares, lembrava um mar de água doce.
Esses desbravadores, reconhecendo a terra propícia â pecuária, foram se estabelecendo na região e, construindo, juntamente com os primeiros ranchos, um modo de ser e de viver coerentes com a adaptação a esse mundo desabitado e distante de quaisquer povoações, onde era mais fácil comunicar-se com os próprios paraguaios do que com outros brasileiros. Nascia, assim, uma cultura rural diferente, alicerçada nos ditames da pecuária, praticada por pessoas de origens diversas, que, aos pouco, se adaptavam ao novo convívio. Foi desse relacionamento e dessa troca que nasceram as tradições, os hábitos, as crenças, os valores, que foram repassados às sucessivas gerações de pantaneiros.
Dentre os traços mais relevantes da cultura pantaneira podem ser ressaltados o espírito de solidariedade, a hospitalidade, o gosto pelas festas comemorativas de datas, como: casamento, santos de devoção do fazendeiro, (geralmente festa de São Sebastião, do Divino), batizado, fundação da fazenda, dentre outras. Os pantaneiros tradicionais costumam dizer que, antigamente, no Pantanal, tudo era motivo para festas, que duravam vários dias, entre carreiradas, apostas, grandes bailes, em que as polcas paraguaias disputavam a preferência dos pares de dançarinos. Nessas ocasiões não faltava o churrasco, regado com o tereré, somados à alegria e à amizade peculiares aos habitantes dos pantanais. Hoje, devido à crise da pecuária, ao êxodo de fazendeiros típicos em direção às cidades, à chegada dos neopantaneiros, dentre outras causas, vêm ocorrendo mudanças aceleradas nos hábitos culturais e nas tradições da gente pantaneira. Poucos são os fazendeiros que, como os proprietários da Fazenda 23 de Março, procuram preservar aspectos relevantes dessa cultura milenar, que corre o risco de desaparecer, nivelando-se às exigências dos modelos culturais da pós-modernidade.
Texto: Profª. Albana Xavier Nogueira
Formada em Letras pela FUCMT, possui doutorado em Letras, na área de Dialetologia Social. Tese defendida: A linguagem do homem pantaneiro, na Universidade Mackenzie-São Paulo. Atualmente é professora do Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional/UNIDERP, onde leciona a disciplina Cultura e Ambiente. Possui livros, capítulos de livros e artigos publicados. Suas pesquisas abordam temas relacionados à cultura pantaneira.